terça-feira, janeiro 28, 2003

Mas o bom da festa higgins � quando um moribundo pede para falar com voc�. E na despedida voc� diz: morra em paz. Isso j� fiz. N�o me arrependo. A pessoa sofria e precisava de paz. Mas o melhor mesmo � ser peixe e poder voar, sendo p�ssaro mergulhar e ficar um tempo na profundidade. Tamb�m � bom ir para diamantina breijeirar. Ali�s como � brejeiro brejeirar!!! Dizem que o �bvio � obtuso. Eu o vejo como simples. � o c�mulo da simplicidade. � devolver o sentido ao sentido. Sem traquinagens das figuras metaf�ricas da linguagem. Uuuffffaaaa!!!!!

Quando as mulheres daqui se re�nem para fazer quitandas ( biscoitinho de nata de araruta, agora que � �poca de goiabas � doce, goiabada, licor, torresmos, torresmos � m�o cheia, para a quinzena, para o m�s, para o marido petiscar com a cacha�a... e muitos etceteras,) a vida das pessoas � passada a limpo. E quando algum filho mais astucioso grita � m�e to rachando o bico, ou um pe�o avisa da janela da cozinha � dona � preciso falar com seu Celso pra dar um jeito nas vacas porque o leite s� dimin�i, e voc� pega a mania dos erres que sa�ram desembestados da porteira paulista e ainda sibila nos esses como carioca e como uma amiga minha faz , cutuca o outro e sempre pergunta, pois � n� mesmo? E usa de uma serenidade que obra o pensamento dos outros em perguntas: parece a Virgem Maria? No fog�o de lenha fazendo quitutes para o minino jesuszinho? E a crian�ada do lugar, mais as galinhas v�m ciscar por perto,

Voc� fica a par de quem t� prenha se algum marido est� pulando a cerca que mulher cruz credo, mulher que faz quitanda nem se atreve a olhar de lado, s� de leve para saber se as cadeiras da menina do Z� cresceram, sinal de que ela deu um mal passo. Sobe a ladeira para ir � missa. E toma ben��o pro padre. Minha filha nem te conto; n�o � que o Tomazinho cismou de relar a m�o da cara do Chico e foi uma fu�anssa s�? Houve faca e tudo. Ouvi a conversa na sala e fiquei assuntando. Quando o homem tava dormindo perguntei a ele e � batata, sempre me responde. O Tomazinho � um monte e o Chico sempre no �ltimo de chique j� viu no que podia dar! E deu.

E comadre Inh� n�o conseguiu tirar pintinhos dos ovos, e um mund�o de ovo, que ela botou nas galinhas para chocar. Eu avisei: � tempo de trovoada , vai gorar tudo. Teimosa, que queria tirar a ra�a daqueles frangos da coitadinha da Cec�lia, lembra que ela perdeu o galinheiro e todos os gansos na �ltima enchente das goiabas, que a �gua deve de ter levado um pouco concordo, mas o resto foi m�o de homem. E a coitadinha, desgostosa, deu pra ela os ovos. Que n�o queria saber mais de cria��o. Tamb�m com o pre�o do milho! t� tudo pela hora da morte... Onde j� se viu um bezerro de dois meses, ainda precisando do cuidado da vaca ser vendido por trezentos reais? Eles sempre p�em a culpa nas �guas na on�a, na gasolina, nas guerras l� de fora arre trem! Eu heim.....

Em Diamantina vivia Helena Morley que escreveu o livro �Minha vida de menina� vertido para o ingl�s pela Elizabeth Bishop. Helena conta a vida da fam�lia e dos ca�adores de diamantes (da� diamantina) dos faiscadores, cidade de subsolo rico. E mostra como era a vida das mulheres, � uma hist�ria do cotidiano entre 1893 e 1895. Mas cacha�a da boa higgins, te juro que n�o tem igual � a que o Dr. Luizinho faz, aqui em Caxambu e deixa envelhecer sete anos, conta de mentiroso, mas � verdade em barril de carvalho. Esse livro foi editado pela Companhia das Letras. Vale a pena ler. Al�m do mais, l� pelas bandas tem Mariana e Ouro Preto. Em Mariana ficava a casa da Elizabeth Bishop. O tempo que ela morou no Brasil depois que saiu de Samambaia a casa da Lota de Macedo Soares l� em Petr�polis, ou Teres�polis, esqueci. L� pelas bandas onde a Ruth Cardoso gostava de ficar de vez em quando. Conversando com intelectual. E a gente aqui preocupada com ovo que gora, patinho que morre de frio no lago, de tanta chuva e os raios e trov�es que ontem estouraram uma l�mpada c� de casa. Fez plec e apagou.

Nenhum comentário: