sexta-feira, novembro 22, 2002

Edi��o 234 - 11/11/02

a mat�ria est� nesta revista e me foi enviada por e-mail pelo amigo Herm�nio Miranda. Vale a pena conferir.
Parece a hist�ria do burroughs, daeuele que escreveu tr�pico de capric�rnio, esqueci o nome...ah! lembrei: henry miller,charles bukowski , de jean genet( sem a perpectiva safada) de tanto escritor marginal, que optou pela total marginalidade dos sem teto ou com teto emprestado, vivendo fora do sistema, mas usufruindo dele com ajuda etc.... agora s� nos estados unidos para um homeless poder participar de um blog na internet. e ter acesso a ela. n�s brasileiros blogueiros, na maioria, moramos em casa. n�o estamos com uma mochila �s costas, ( na realidade todos carregamos esta bagagem desde o nacimento), e para quem n�o tem banda larga a conta de telefone � uma amea�a constante sobre nossas cabe�as.

Eric Parsons/ The Nashville Tennessian

Ele perdeu trabalho, fam�lia e esperan�a. Vive nas ruas e, na internet, achou um sentido para a vida e um meio de luta
confira o blog :www.thehomelessguy.blogspot.com
Kevin acorda �s 4h45, como ovos com bacon e toma uma coca light no caf'� da manha. L� um pouco. adora Jung conversa com colegas, passa em mais um cafe, conversa novamente e d� uma olhada nos jornais do dia. Ele � de Nashville, Tenessee. A� vai para a biblioteca p�blica onde fica at� a hora que fecha.

Quem n�o iria desejar uma vida destas. AH realidades!!! voc� nos sufoca, nos paraliza, petrifica, estupidifica. Afinal, mostra a tua cara! Qual a verdadeira? A realidade que babeja os nosso sem teto os sem terra brasileiros , meu querido Herm�nio � degradante, cruel e sem perspectiva. O Deus da Tecnologia est� t�o longe deles... E muitos est�o em baixo da ponte porque os pa�ses desenvolvidos resolvem seus problemas de desempregados os empregando aqui neste abastardado terceiro mundo onde crescem deseperadamente as hostes dos sem emprego. sem perspectiva, dos desempregados porque chegaram a uma idade em que � pro�bido trabalhar.

Ah realidade, de quantas realidades ou mis�rias voc� � feita? uma vez conheci em baixo de um viaduto no rio uma professora campista (de Campos, RJ) e toda sua fam�lia. desempregados, despejados, ela sem marido, vieram tentar a vida no Rio e acabaram numa casa de papel�o embaixo do viaduto. Dava aulas particulares para os vizinhos que se interessassem em troca de alguns r�is para a comida dos filhos.



Uma vez fiz uma mat�ria no norte do estado do Rio com um grupo de b�ias frias que iam para o canavial, o caminh�o passava de madrugada, madrugada mesmo, com lua e estrela no c�u e os levava para as folhas que cortam e pinicam e fazem o corpo ficar cheio de cicatrozes(o erro se justifica porque remete a atroz) . com o suor escorrendo a coceira fica maior. vestem suas roupas estranhas, tentando proteger todo o corpo, e voltavam quando a lua surgia no c�u no mesmo caminh�o sonhando, pasmem, sonhando com um ovo frito no domingo. ser� que desta vez ia dar? a m�sica do jo�o bosco "o rancho da marmelada" fala sobre esta realidade um pouco. mas o que vi est� impregnando at� hoje as minhas retinas cansadas.

vamos fazer uma pesquisa: s�rvio, brian, tarcisio, e se algu�m me l�, pode responder para esther47@msn.com. como � a vida de voc�s? o cotidiano. vamos tentar amarrar as pontas desta realidade. O constrangedor � que na capa da revista est� a hist�ria da parricida que o S�rvio diz que n�o existe, uma brasileira, bem protegida de tetos. e no miolo da mesma a hist�ria, que n�o deixa de ser edificante deste homeless. Quanto contraste!!! Quanto. tanto. Demasiado.

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