porque a imagem teima em não chegar. mas agora chegou.
enquanto larapiava esse mar, ao meu lado um ruído alto de respiração, da respiração de quem dorme pesado e sofre em sonhos tornou-se intensa e me desviou da cara do mar. era minha cpu. respirando como quem agoniza. pesado, estertorando. -que há meu alter ego?- perguntei-lhe eu. e respondeu-me : é o barulho da imagem que está viva e suas convulsões me afligem!
pensei que fosse a onda acentuadamente gótica em que cavalga meus amigos que a tivesse fazendo estertorar. depois, após um parágrafo, é que me dei conta: era respiração de gozo! a safada estava em delírios de orgasmos. e eu, uma senhora já esquecida das coisas, demorei a perceber. agora relaxa, a bandida.
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