sábado, setembro 27, 2003



vidinha besta!

ando tão ingnorante! não leio jornal. não cuspo de lado. há meses não vejo televisão. e ando com uma saudade danada de andar de bonde.
tem o bar do paulão. um lugar que lembra santa tereza lá no rio. e apreceio uma batida de capim com açai. aí, já que não fumo, fico sentindo o cheiro do cigarro de paia que é o que eles pitam aqui.

fiquei uma semana sem funcionário. regando a horta e o jardim. ligando aspersores de água e tomando banho de molhar até a alma em pleno frio da manhã. e hoje vem o professor querendo um perfeito mi no lá. sérvio; que coisa mais difícil esticar o mindinho no lá sem atingir o mi. aí ele diz assim: é que seu dedo tá gordinho.

gordinho que nada. meu médico disse ontem que tou obesa e tenho de perder 15 quilos. aí eu respondï: é bebé foi você quem inventou essa moda de não pode fazer isto nem aquilo. antes eu era sarada. dizia a olga: uma sílfide. mas soro na veia, cama. e não pode malhar, nem alongar, cavalo pode vender... vendi e ganhei forma de botijão de gás. agora quer queu pare de comer?

jão jorge vê se mesquece. colesterol tá quase bom. triglicerídeos abaixo da cota. o humor melhorou e ando pra cima e pra baixo cuidando do jardim e da horta. ainda faço uns bicos de ler livros sentada no quintal quando o sol não pinica a pele. eu nada como já há muitos anos. o sabor da manteiga esqueci. só grelhados e verduras e saladas. tá bom que no inverno extrapolo e me encho de chocolate e amendoim.

são os hormônios desencontrados que me incham. coisa da idade. mas libera o meu cavalo que eu passo a comer até capim. e vou andar no parque. juro. e desencostei a bicleta. o próximo passo é sair de vez desse computador. mas que vidinha besta meu você deseja pra mim!

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