retrato falado
GOLPE DE FALSO TAXISTA NO RIO
Tem acontecido com freqüência, fique esperto. O falso taxista usa um carro clonado, mas que parece um taxi comum. Durante o percurso, ele simula um defeito e pede para o passageiro ajudar a empurrar o carro. Quando a vítima sai do veículo, ele arranca e foge com tudo que ficou a bordo. É bem bolado e tem pego muito incauto. Abaixo, texto de matéria do jornal O Dia. Em anexo, retrato falado de um dos falsos taxistas.
Obrigado ao amigo Divino Leitão pelo aviso.
- c.a.t.
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Jornal O DIA - Golpistas à solta na praça
por Bartolomeu Brito
Domingo, 26 de outubro de 2003.
Polícia procura falsos taxistas que, em carros clonados, se misturam a motoristas honestos para roubar bolsas e sacolas de passageiros
Golpista age no Centro do Rio
(vide retrato falado em anexo)
Todo cuidado é pouco na hora de pegar um táxi no Centro. A polícia está à procura de falsos taxistas que circulam em veículos clonados, se misturam aos motoristas honestos e roubam objetos dos passageiros. De um deles - que caça vítimas no ponto em frente ao Edifício Avenida Central, no número 156 da Avenida Rio Branco, onde funcionam várias lojas de informática -, já há retrato falado. Pelo menos seis pessoas foram roubadas pelo criminoso e ficaram sem R$ 9.715 em compras. Ele utiliza um Corsa Sedan, pintado como táxi, placa LBK-5185.
Procurado por agentes da 5ª DP (Lapa) e da 41ª DP (Jacarepaguá), o bandido aplica o Golpe da Empurradinha. No trajeto, como o DIA noticiou dia 12, o falso motorista simula um enguiço e pede ajuda ao passageiro para saltar e empurrar o carro. Quando a vítima sai do veículo, o criminoso arranca em alta velocidade, levando os objetos do passageiro.
O primeiro golpe do falso taxista aconteceu dia 9 do mês passado, quando a administradora de empresas Marleny Oliveira Carneiro, 49 anos, foi ao Avenida Central com o amigo Felipe Braga, 52, e comprou um computador por R$ 1.865. Moradora de Vila Isabel, ela queria levar o equipamento para o trabalho, em Botafogo, e, à noite, para casa.
Bandido roubou computador de administradora
Por volta das 17h45, Marleny e o amigo entraram no táxi do motorista-bandido e pediram para ir até a Praia de Botafogo. No entanto, na Praia do Flamengo, perto da Avenida Oswaldo Cruz, o táxi parou, aparentemente por um problema mecânico. O motorista desceu do veículo, abriu o capô e voltou para o carro, dizendo que seria preciso empurrá-lo.
"Aí, ele pediu ajuda ao Felipe e a outro taxista que passava, para que o Corsa pudesse pegar no tranco. Quando sentou ao volante, pediu, gentilmente, que eu também descesse, para o carro ficar mais leve", conta Marleny. Com os passageiros do lado de fora, o bandido deu a partida e fugiu. A administradora ficou tão surpresa, que só no dia seguinte conseguiu registrar a queixa.
Treze dias depois, o falso taxista repetiu o Golpe da Empurradinha. Dessa vez, a vítima foi o engenheiro Paulo Antônio Bisagio Júnior, 33 anos, que estava com Victor da Silva Costa, seu funcionário. Às 16h30, os dois saíram do Avenida Central, também com equipamentos eletrônicos. Acabaram embarcando no Corsa do ladrão, parado na Rio Branco. Os dois pediram uma corrida para a própria avenida, onde fica o escritório de Paulo. No meio do curto caminho, a história se repetiu: o carro enguiçou, e o motorista pediu que a dupla descesse e empurrasse o veículo.
"Quando a gente ia começar a fazer força, ele arrancou", contou Paulo. Ele, no entanto, conseguiu anotar a placa do táxi. Foram roubados dois celulares, um computador, um decibelímetro (aparelho para medição de ruídos) e um luxímetro (equipamento para medir a intensidade de luz). Os objetos são avaliados em R$ 2.700. Já Victor perdeu bolsa com dinheiro e documentos.
Artistas plásticos perderam equipamentos de R$ 2.650
A terceira investida ocorreu dia 29. Em frente ao Avenida Central, os artistas plásticos Franz Ronney Martins, 39 anos, e Gustavo Prado, 22, que trabalham no Museu de Arte Moderna, embarcaram no Corsa. Os dois tinham comprado um receiver (equipamento para melhoria da qualidade do som) de R$ 1.650 e caixas de som de R$ 1 mil.
A simulação de enguiço ocorreu na Avenida Beira-Mar, no Centro. "Eu me senti ofendido, invadido, lesado, um idiota. Quando ele pediu para empurrar o táxi, tive um pensamento humanista. Só queria ajudar, e ele nos enganou. Agora, não ajudo ninguém. Idiota, só uma vez", declarou.
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Fonte: http://odia.ig.com.br/odia/policia/pl261001.htm
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