sábado, outubro 04, 2003



há momentos que não podem ser descritos. um deles é quando um amigo nosso está triste porque a vida esbarra com violência nele. mas não é só o amigo que vive momentos assim. creio que o mundo quase todo está passando pela experiência de perceber que nada pode fazer para se defender dos repuxos das dores de um parto que certamente acabará por extinguir a classe média.

falei em parto? a morte também é uma forma de nascimento. morre uma vida ou um estilo de vida para surgir outro. antes reclamavam que o brasil curvava-se perante a europa. hoje, quando se concluí que a curvatura acabou e que dizem acontecer o contrário, me desculpe a má colocação, mas o brasil preferiu dar a b. para os ee.uu.. , o que a gente ganhou?

ora, quando nos influenciava a europa éramos mais educados, preservávamos conceitos fundamentais. hoje assistimos impassíveis ao nascimento de dadinhos, escadinhas, fernandinhos etc... um novo mundo, uma nova gente, que ditará em breve as regras de comportamento. ditará não. já está ditando. entortou a voz, tiro e queda, morreu.

por isso, minha querida li respire fundo. a tormenta esteja certa vai acabar como chuva parideira. a que faz as plantas crescerem. no entanto receba este ombro amigo para nele debulhar suas angústias e sobressaltos. mas fique firme guerreira, com o coração aberto e a mente em riste: tudo passa. tudo passará.

Nenhum comentário: