zezé cozinha para a anpocs*
termina hoje, já terminou, apenas alguns grupos de trabalho estão funcionando, o encontro anual da anpocs , - associação nacional de pós graduação e pesquisa em ciências sociais- no hotel glória, em caxambu.
enquanto ontem o sociólogo otavio ianni, profesor emérito da usp e o ex-ministro bresser pereira debatiam sobre a culpa da má situação economica-financeira do brasil, se era de fhc que desmontou a fábrica brasil ou do lula que não modifica nada , zezé preparava a janta para quinze pessoas na casa que letícia alugou para jovens congressistas.
desta vez a anpocs chegou sem o aparato de vistosos e caros carros. a maioria veio de ônibus. e a maioria são jovens que procuram encontrar a sabedoria em encontros deste porte. normalmente as famílias saem de suas casas e as alugam para 10 ou quinze pessoas.
e zezé foi convidada para cozinhar para um destes grupos. mesmo com o reumatismo eu vou fazer bonito ela disse. e fez. fazia a comida na própria casa, no fogão à lenha, que fica mais gostosa e levava na hora de servir.
outros têm apartamentos para alugar na temporada de verão e durante os congressos. a cidade fez a festa. a fábrica de sapatilhas vendeu, a fábrica de malhas idem, o café do beto andou cheio e a mamalouka, a única boate local exorbitou de pagantes.
os hotéis não ficaram tão cheios. sabem como é... a grana tá curta. mas os jornais acabavam de manhã cedo ainda, bia bedran estava na prateleira de discos de arte, o que me eriçou os pelos do braço de indignação, e muito bla-bla--bla. como sempre.
gostei muito do que o werneck, presidente da anpocs, e que está no iuperj falou: " o tempo está para a política assim como o dinheiro para a economia" ou seja time is money para qualquer lado que se olhe. "e lula está perdulário com seu tempo", concluiu ele.
auscultei os jovens: "lula já queimou todos os seus dividendos políticos. não emplaca mais." a frase tem cheiro de cliche e verdade. o que podemos fazer? há muitos anos atrás john lennon já nos avisara que o sonho havia acabado. e acabou.
a realidade é que hoje, depois que todos forem embora, pois os enormes ônibus estão numa movimentação que quase congestiona a cidade, as pessoas vão faxinar a casa, retornar com seus pertences e dormir pesado. sonhando com outro congresso, que não demora, faça dinheiro circular na cidade.
* chamadinha marota, né mesmo?
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