titula pra mim?
a esta hora da tarde, gripada, sinto o sono, uma bobeira de sono querendo tomar conta. rola na tv uma conversa sobre trabalho escravo infantil . tanta letra usada inutilmente, "sim devemos condenar o trabalho escravo" dizem todas as vozes, que me atordoam. as vozes finas, grossas, indefinidas vozes a ressoar na minha sala que aos poucos ganham sons de eco vazamdo a paciência.
tarde típica de inverso em caxambu. seca, azul e fria. e falam sobre a abolição da escravatura. acabei de ouvir. e me pergunto: estas pessoas acreditam no que falam? realmente? ora, num país onde se troca uma menina por uma enxada, uma amiga jornalista contou, num país onde não existe emprego, e os jornais de hoje avisam que o desemprego crescerá, num país que que as grande zonas produtivas estão em poucas mãoes e em sua perifería residem os lúmpens da vida falar em condenar o trabalho escravo parece piada.
ei, pessoal do senado que gasta o nosso vernáculo em vão, todos condenamos a escravidão, principalmente esta que o poder espúrio exerce sobre o povo em nome da democracia. mas e aí? qual a saída para o problema, qual a solução? fazer uma lei punindo, mas punindo a quem cara pálida? ah, vamos falar sério. há muito tempo jurei que não abordaria mais nossos problemas sócio econômicos pois falar sobre eles nada mais é do que fazer catarse. como as que fazíamos na época da ditadura, numa mesa de bar, em volta de chops quando se criava uma terra justa com direitos iguais. para no dia seguinte todos os construtores do mundo novo amanhecer de ressaca.
mas cara, eu sou perjura, e tem horas que não dá. calem a boca, vocês que falam pelo brasil e que o povo escravo faça soar sua voz. que a de vocês virou som poluído. profundamente enojados com você subscrevemo-nos : povo brasileiro.
bem andei perguntando aos amigos como definiriam o brasil: lá vai a resposta da jornalista renata figueira de mello do blog renata sem rodeios, ou meu city blog da vida
"Uma linha reta me leva direto ao país que amo
Uma sinuosa me faz, por vezes, ter vergonha dele
Uma elipse me garante a esperança: tudo a qualquer momento pode mudar..."

um azul cor de sorvete
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