terça-feira, março 14, 2006

memórias do afeto

memórias do afeto

deitei na rede para ver o entardecer. os patos estão num alvoroço só. duas fêmeas para 4 machos e não ficam no lago. até dentro de casa resolvem entrar. o potro cismou com o carro e já deu três coices bem aplicados nele. não amassoou, mas arranhou feio, afinal ele tem apenas três meses e meio de força cavalo. a égua mal me vê pede rapadura. e eu na rede procuro sintonia com gaia. um lagarto verde, sem pudor algum, enorme , deve ser filhote de jacaré, chupa os ovos no galinheiro, na maior. aliás as galinhas poem para ele. e eu na rede embalando a paz do mundo!

um bando de maritacas resolve visitar a que mora cá em casa e que não aceita a liberdade. um falatório sem tamanho, goibas bicadas pelo chão. não, aqui não passa aviãos, não tem mosquito mas deu de aperecer pequenas baratas que voam pela janela, devem morrer no frio do inverno. espero. a égua cutuca meu pé com o focinho. o potro volta para escoicear o carro, certamente pressente nele um competidor. e eu, que estava na rede, revolvo sair e escrever sobre este nadica de vida, ou será caos? me pergunto por que contar isto para quem enfrenta congestionamento, está pendurada no ônibus ou no metrô

afinal tomar um copo d'água e lembrar da sonja , em como estará com esta pneumonia doida, são memórias do afeto. bebo água para abaixar sua febre, amiga. será que ainda está com ela?

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