estava aqui. vendo a chuva. chove desde agosto do ano passado. e tenho sede
de azul. aí fui visitar o drops da fal . em lá chegando ela cita um blog. vou pra lá. depois caminho a êsmo e estou pasmando. cheguei até o delícia cremosa que não abre mais, sei lá eu.
este povo todo fala de coisas que não sei. kyl, dildo (acho que é isto). sei lá!
perguntei ao batatada que não soube responder o que era. aí pensei: pô! jovem fala de seus desejos, seus amores , da marca dos
corpos no lençol, do tesão...
vi que uma menina escreveu que escrever é fácil. é só sentar e abrir uma veia.
acho que foi a bloggette. e a gente? que não sente mais estes frios na espinha, estas coceiras pelo corpo, fica usando só a cabeça. a gente, de mais
idade, não comenta os calores, o fogacho,( que é chato, as pessoas falam, eu nem tive muito.só um pouquinho ) o desejo que subitamente, misteriosamente aparece muito raro... talvez quando a cabeça não esteja em cima os pruridos comecem a vazar.
e me percebi uma ignorante sexual. que matei o sexo só porque fiquei mais velha!
que virei mãe. avó. tia. tia-avó. e esqueci meu corpo. soneguei a mim mesma a possibilidade de sentir tesão como os jovens. ter um gozo de sentir outro corpo
no seu. dentro do meu.
adeus literatura. adeus outonos e invernos. ingresso na primavera, definitivamente e pago o preço do momento: não sei, não sou, não fui. vou. e que eu segure a onda!
uma pergunta só. só uma. vou aonde? novamente fascinar com a mente? primeiro passo: emagracer. o resto tá razoável. vamos correr?
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