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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

carnaval or not carnaval


carnaval or not carnaval



o drama que vive caxambu nos remete ao hamlet de shakespeare, ato 3, cena 1- o solilóquio imortalizado: " to be or not to be", abaixo com kenneth branagh.

o drama da cidade é ter o carnaval no centro,o que causa a destruição da cidade ou levá-lo para outro local onde a destruiçãonão aconteça e preservar as características históricas da cidade e formular uma brincadeira com conteúdo e inteligência?




FICOU RESOLVIDO ASSIM:


Cidades Históricas de Minas terão o carnaval dos velhos tempos e banem funk, axé e rock do carnaval nos centros históricos.

Caxambu, estância hidromineral do Sul de Minas, reformula a estrutura do carnaval e leva o grande show de axé para o "Espaço Folia" na avenida Ápio Cardoso (local também central).

No Calçadão, centro da cidade, onde acontecia o grande carnaval, terá o "Samba que te quero sempre", com sambas tradicionais.

No Parque das Águas, acontecerá o já tradicional "Carnaval da Saudade", em que marchinhas e clássicos do samba que animarão o público presente.

Ainda no carnaval de Caxambu: matinês, desfile de blocos, desfile de escolas de samba. Para todas as idades.

Para mais informações acesse o site da prefeitura: www.caxambu.mg.gov.br/omunicipio ou com a Secretaria de Turismo (35) 3341-5701



PARA QUE NÃO HAJA DÚVIDAS

aqui, neste blog, não se publica matéria paga. o meu interesse é ajudar a cidade onde moro, onde escolhi viver, a se organizar.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

"nosso sobrenome é caxambu"


"nosso sobrenome é caxambu"



carnaval-Portela.jpg
escola de samba portela de caxambu


como disse luciano brito, do departamento de turismo da pefeitura de caxambu, em reunião que ocorre agora, neste momento, na câmara de vereadores da cidade, para resolver a questão do carnaval, "nosso sobrenome é caxambu."

ele se referia à necessidade de pensar a cidade como um todo, à urgência de fazer caxambu crescer para todos e não somente para meia dúzia. maria helena carvalho, presidente da ong "caxambu mais", que promoveu no ano passado o festival gastronômico, com sucesso, reiterou as palavras de luciano e concordou que o carnaval não deveria ocorrer no centro da cidade, mas em um local afastado.

todos foram unânimes no sentir de novos tempos em caxambu, quando os temas são debatidos publicamente, com a presença do prefeito e seu secretariado, todas as questões colocadas e as vozes, mesmo as em desacordo, ouvidas com respeito.

maria antonia, presidente da ampara," associação preservação das águas e da identidade cultural da cidade", a toninha, acha melhor que o carnaval ocorra até ao lado da casa dela para evitar que o centro da cidade seja destruído e, que, se houver plebiscito entre o povo, que ele seja avisado dos motivos e um dos principais é a possibilidade de afundar a rua joão pinheiro, que precisa de reparos. no ano passado um trecho dela cedeu..

foi lido um laudo da secretaria de obras da prefeitura sobre o estado da rua com a seguinte conclusão: "a drenagem das águas pluviais precisa ser refeita pois hoje as manilhas encontram-se em processo de constantes rupturas ". o laudo está assinado por gabriel, o secretário de obras.

o vereador arnaldo posicionou-se contra o plebiscito, apesar da insistência do vereador de paula, com a argumentação de que em são paulo não há plebiscito para decidir sobre rodízio de carros e que se eles , executivo e legislativo estavam ali é porque já haviam recebido do povo, através do voto, autorização para decidir o melhor para a cidade.

o debate foi irradiado pela 104, 9, a caxambu fm, ao vivo, da câmara de vereadores, quando a secretária de turismo, angela, expôs os motivos para que o carnaval de caxambu passasse por uma revisão, não só com o fito de preservar a cidade como também o de melhorar o nível já que os anteriores seguiram-se de brigas, mortes e assassinatos.

luciano brito colocou a questão de caxambu com firmeza quando convocou a população, os hoteleiros, os comerciantes e o povo a se unirem para o crescimento da cidade.

as escolas de samba que fiquem tranquilas, disse ele, pois se houver verba que tenha sido repassada todas receberão, apesar do momento de transição da prefeitura, o que lhes é de direito.

enfim , pelo que pude entender, o carnaval não será realizado no centro da cidade, pois há, inclusive a possibilidade da rua joão pinheiro, devido à sua atual fragilidade, não suportar o peso dos foliões, o que poderia redundar em ferimentos de pessoas caso desabasse.

e os novos tempos já começaram a dar o ar de sua graça em caxambu, pois acabei de ouvir agora, pelo rádio do fernando niman, aliás o rádio do celular, que ele colocou no telefone daqui de casa para que eu ouvisse, o mais belo exercício de cidadania que um povo e suas autoridades podem dar: o da democracia. este debate que conto agora.

amanhã comprarei um rádio com urgência. e viva as ondas curtas e a frequência modulada!

quarta-feira, janeiro 14, 2009

ALALAÔ, OOOOOO, MAS QUE FEDOR ,OOOOOO


ALALAÔ, OOOOOO, MAS QUE FEDOR ,OOOOOO




CAXAMBU NO CARNAVAL É CASA DE NOCA



O grande barato de Caxambu, atualmente, a ordem do dia por aqui, é o carnaval. A cidade não fala em outra coisa, as rádios locais fazem a maior campanha conclamando o povo a exigir o carnaval nas ruas. Não sei em benefício de quem, mas garanto que não é da cidade.

Um frisson percorre os morros, as conversas da classe média, abafa o ruídos das novelas da globo, apaixona o povo nas ruas, ninguém fala de outra coisa: teremos carnaval ou não?

Sim . Eles querem o carnaval no meio da rua, com os banheiros portáteis enfileiradinhos nas calçadas, a cidade com perfume de urina e merda durante cinco dias e, após, obras para recuperar tudo o que foi destruído.

Quem lucra com isto? O pessoal que vende no clandestino, bebidas, cachorro quente, e também,,, drogas. Falo de droga, droga, mesmo. Estes ganham. A cidade perde.

Mas o que significa a cidade para quem vem por aí, no mês de fevereiro ? Todos querem saber somente de uma coisa: em Caxambu é possível arrumar casas baratas para passar os cinco dias – as famílias costumam alugar suas casas na cidade e ir para a de parentes ou para algum sítio que tenham. Tratam o aluguel para 10 pessoas, mais ou menos, que o rateiam entre si .
Mas chegam em 20, chegam aos magotes, vindos de diversas partes do país, pois sabem que na cidade podem beijar todas as mulheres possíveis, passar a mão na bunda de qualquer um, por mais distinta que seja a pessoa, fazer amor na esquina, picar-se, cheirar, abusar da irreverência porque, nesta gafieira, não tem estatuto.

A Estudantina, uma gafieira do Rio de Janeiro, fundada em 1928, para evitar abusos, criou o seu estatuto que, Billy Blanco, transformou em letra e música. Regras simples que pediam respeito no ambiente. Limites. Esta palavra chata que as novas gerações detestam ouvir: limite.

A gafieira assim como o carnaval são locais e momentos democráticos para onde converge todo tipo de pessoas. Caso não tenha normas, vira “casa de noca”, outra música da MPB de Serginho Meriti, Nei J. Carlos e Elson do Pagode

“tem nego pensando que a casa de noca
é farra, é fofoca
é canjerê
que é só ir chegando,
entrando e pegando
levando na marra a primeira que vê “

Quem vem, compra no comércio local? Não. A maioria já traz de casa a matula e, na casa alugada encontram os colchonetes, a geladeira para a cerva e armam uma churrasqueira improvisada. Quando partem, o dono da casa também precisa fazer obras para recuperar os estragos.

O turista tradicional desapareceu. Este sabe que precisa ir embora antes do carnaval se não quiser ter na sua cabeça sons altíssimos de alto-falantes, a impossibilidade de dormir, a bagunça das ruas, onde ninguém é de ninguém, e ainda a ameaça que todo carnaval traz à cidade: quem tem AIDS virá com uma seringa de sangue contaminado para injetar nas pessoas; é isto o que corre à boca pequena.

E era este turista que se alojava nos hotéis, fazia suas refeições nos restaurantes que desapareceram de Caxambu e, por isto, a cidade ficou mais pobre, pois Caxambu é uma cidade turística, não uma cidade do carnaval.

Sem contar que a rua principal da cidade, a Camilo Soares, ainda precisa passar por uma análise técnica para saber se suporta o peso das pessoas, pois há uma ameaça latente de que pode se abrir, assim como as ruas de Ouro Preto e Tiradentes, cidades históricas, que como Caxambu, não suportam as cargas pesadas.

O povo, insuflado pelas rádios locais, claro que quer o carnaval pois, nestes dias, ninguém precisa pensar que o emprego do ano inteiro foi comprometido por ele, pois a renda da cidade cai.
Sequer atentam para um fato, os barraqueiros, em sua maioria, não são da cidade. São profissionais que vêm de fora montar suas barracas com as quais percorrem o interior do Brasil vendendo suas quinquilharias.

Caxambu precisa sair do tempo das miçangas e dos espelhos e reconquistar o lugar que ocupava anteriormente, de respeito e glória.

Mas, como sempre, vocês, os interessados na grana sem tributação e no divertimento sem compromisso é que resolvem....

A não ser que, alguém de pulso, crie os estatutos desta gafieira e ponha ordem na casa de Noca.









Estatuto da gafieira
(Billy Blanco)
Moço
Olha o vexame
O ambiente exige respeito
Pelos estatutos
Da nossa gafieira
Dance a noite inteira
Mas dance direito
Aliás
Pelo artigo 120
O distinto que fizer o seguinte:
Subir na parede
Dançar de pé pro ar
Debruçar-se na bebida sem querer pagar
Abusar da umbigada
De maneira folgazã
Prejudicando hoje
O bom crioulo de amanhã
Será distintamente censurado
Se balançar o corpo
Vai pra mão do delegado
Ta bem, moço?
Olha o vexame, moço!




Estação Cultura Tiradentes realizado na Estudantina, localizado na Praça Tiradentes - Rio de Janeiro, contou com a presença da imprensa, autoridades e também do público em geral. Tendo como ápice do evento o Show Naná Nascimento & GafisambaShow com a participação do Grupo Situkerê, relembrando grandes sucessos como o Estatuto da Gafieira e Rio Antigo em seu repertório


CASA DE NOCA