mais um prêmio para marcia maia
Deu no Diário oficial de sábado:
RESULTADO DO CONCURSO PRÊMIOS LITERÁRIOS CIDADE DO RECIFE 2008
SECRETARIA DE CULTURA
CONSELHO MUNICIPAL DE POLITICA CULTURAL
RESULTADO DO CONCURSO PRÊMIOS LITERÁRIOS CIDADE DO RECIFE 2008
categoria Poesia, a obra vencedora "Onde a Minha Rolleiflex?" inscrito sob o pseudônimo Almira de autoria de Márcia de Souza Leão Maia do tábua de marés
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segunda-feira, dezembro 01, 2008
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
ode descontínua e remota para flauta e oboé X

ode descontínua e remota para flauta e oboé X
angela maria, com a voz que se perdeu em agudos , mas maravilhosa, canta do cd de hilda hilst e zeca baleiro a canção X de "ode descontínua e remota para flauta e oboé de ariana para dionísio".
gosto destas canções , ou melhor da música que o zeca baleiro fez para os poemas de hilda hilst, que mal viu o disco e morreu. têm um ar medieval, cortês, e me parece ver heleanor de aquitânia e sua corte ou mesmo artaud daniel, tendo em volta damas e cavaleiros de brocados , numa tarde fresca , plena de luz e verde e cores delicadas e da arte todas as nuances. imaginar nada custa, não é mesmo?
dos poemas, nada digo. da hilda apreciamos sua arte e o engenho com o lamento de ter ido tão cedo para algum lugar onde ,enquanto vivos, nunca estamos.
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
um não sei quê que nasce não sei onde
"Busque amor novas artes, novo engenho"
Luís de Camões.

Camões. Retrato de Fernão Gomes.
IAN/Torre do Tombo
um não sei quê que nasce não sei onde
Busque Amor novas artes, novo engenho
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes, nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal que mata e não se vê.
Que dias há que na alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como e dói não sei porquê.
Luís de Camões.

IAN/Torre do Tombo
um não sei quê que nasce não sei onde
Busque Amor novas artes, novo engenho
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes, nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal que mata e não se vê.
Que dias há que na alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como e dói não sei porquê.
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