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terça-feira, julho 07, 2009

câmara de vereadores de caxambu tortura a população da cidade

ontem estava no café del fraro, no centro da cidade, quando passou uma moto com serviço de auto falantes. divulgava uma intimação da câmara municipal da cidade para que o prefeito informasse à câmara e à população o que fará para manter na cidade o hospital são camilo que ofereceu 120 dias de prazo para que a prefeitura deposite em sua conta 60 mil por mês.

acontece que o hospital são camilo é particular, não pertence ao município, ao estado e ao governo federal. é uma empresa privada da sociedade beneficiente são camilo e tem filial até no município de esteio, no rio grande do sul. recentemente a empresa decidiu não atender a pacientes do sus de caxambu, porque este paga mal.

ora, não é a prefeitura, ou à câmara de vereadores que cabe a solução do problema, se virmos o caso pelo ótica de população prejudicada. mas o hospital que é uma instituição privada.

a população humilde usa o hospital? não. é atendida na policlinica. fazer doação a uma entidade particular como o hospital significa desfalcar o atendimento municipal gratuíto à população feita no local.

o assunto é tão óbvio que só pode ser justificada a inquirição da câmara de veredadores como ato de ignorância ou de má fé.

recentemente, no dia 12 de maio deste ano, o hospital são camilo de itapipoca, no ceará, afinal ele está presente em todo o brasil, promoveu um encontro de vários profissionais para estudar a humanização do hospital "contribuindo para os avanços qualitativos desejados para o sus".

interessante é a proposta de dois pesos, duas medidas; no ceará querem melhorar relações com o sus. em caxambu, minas gerais, cortam as relações e para não fechar as portas exigem da prefeitura diação mensal de R$60 mil.

afirma o diretor do são camilo que há vinte anos o hospital arrasta déficits que na gestão de prefeitos anteriores foram devidamente absorvidos. mas na atual, exige R$60 mil para manter portas abertas.

ao fazer esta cobrança pelas ruas da cidade, desenquietando o povo com informações imprecisas, a câmara de vereadores não estaria ultrapassando a ética e quebrando o decoro parlamentar ao levar o pânico à população da cidade quando deveria ajudar o executivo a buscar soluções?

desde quando provocar terror no povo resolve alguma coisa? esta convocação ao medo lembra-me os terríveis anos de chumbo da ditadura militar que como não podia governar por direito o fazia por abuso da força bruta e da tortura.

a câmara de vereadores de caxambu está torturando a população da cidade ao lançar notícias sem explicações devidas. e a gente que pensava que atos de totalitarismo não encontrariam mais espaço no Brasil!

terça-feira, março 31, 2009

ditadura

ainda bem que o aniversário da juju não coincidiu com os 45 anos de ditadura. ela aniversária hoje e a dita começou em primeiro de abril.

a ditadura passou? acabou? sei lá... acho que não. bem ou mal sempre se vive sobre ela , a ditadura, e ela nos mata paulatinamte, segundo após segundo, a muita gente nem percebe.

passou a banda do chico, passou



o que a gente nem contava: a alegria popular. passou sim. acabou.

muitos dizem que ela,a ditadura, eclodiu hoje, 31 de março de 1964, mas teimo em lembrar que a data era primeiro de abril, do mesmo ano.

as lembranças....

bem, hoje é dia da juju. a menina que mora na terra da jujuba . aqui, neste castelinho feito de chocolate por dentro e as balinhas preferidas dela por fora.

vou contar a história dela. uma vez, uma menina descobriu que gostava muito de jujuba e pediu ao pai e a mãe que construíssem uma casa feita destas balas para ela. acontece que foi difícil encontrar um arquiteto que topasse a encomenda. dissem que a telinha até arriscou, mas pensou assim: "eu gosto de fazer muffins" e foi em busca de arquitetos que dessem conta do recado. andou, andou, andou quase sete léguas e, de repente, topou com joão, o do pé de feijão, que a levou à bruxa que prendeu o outro joão, o da maria. ela indicou quem fizera sua casinha de chocolate para atrair e prender os dois irmãos.
adivinha quem foi? o zangado, um dos anões da branca de neve. o problema era chegar na floresta encantada.

aline, que mora em niterói, falou que numa caverna que existe lá na praia da boa viagem tem a passagem para o mundo dos anões e da branca de neve.
nelson,/ do mirante, apontou o caminho para a caverna e fal aceitou ofertar um drops para que o gato de botas a deixassse passar. só que ela não contava que o capitão gancho estaria por lá e pediria mais, muito mais. nada menos do que o livro dela "minúsculos assassinatos e alguns copos de leite". ela deu o livro, mas gancho, maroto,não liberou a passagem.
então o pai da juju que toca muito bem músicas maravilhosas, hipnotizou o gancho ao som de um bolero, pediu ajuda para isa levar com seu jornal de viagem, o mais
urbanamente possível.

todas as procuradoras temiam as matas. a gi encarregou-se de percorrer mundos e fundos atrás do zangado.

nem bem deu três passos e a luci emprestou para ela uma vaca na qual poderia montar, tirar leite para beber quando tivesse sede e chegar ao destino.

que chegou, chegou, e com ela um monte de gente mas toparam o zangado tão zangado que a juju, muito habilidosa disse: eu quero a casa, né gente? eu faço. e fez.

parabéns juju, pelo seu castelo de chocolate por dentro e jujuba por fora.



quarta-feira, março 04, 2009

deu na folha e li no síndrome de estocolmo, a ditadura do brasil foi branda

deu na folha e li no síndrome de estocolmo, a ditadura do brasil foi branda



40_anos_01.jpg
nas ruas era assim



grace , que fez hoje a primeira aula de violino com dudu, me enviou por email o que o o síndrome de estocolmo publicou : deu na folha de são paulo que a ditadura do brasil foi branda.

ora, só aí temos um paradoxo; como algo duro, e o nome já diz, ditadura, pode ser branda? mais um joquinho de palavras à la goebels, o marketeiro de hitler. ditadura é a privação de todas as liberdades, mesmo que você não a perceba .

por exemplo, você já sacou que existe uma ditadura econômica que te implora através de apelos publicitários para gastar, ter uma vida x e você nem se dá conta , nem se questiona , se realmente é este tipo de vida que prefere?

faz parte do senso comum que para ser feliz e bem sucedido você deve obedecer a todos os paradigmas da sociedade oligofrênica consumista.
caso não o faça está fora de contexto. é branda esta situação de trabalho excessivo para ter um padrão de vida x?

e se você estiver ou for gorda? está fora do contexto, do senso comum. e se for idosa, assim que nem eu? os idosos não contam no mapa da vida, estão pelas beiradas, já deviam estar mortos. são a periferia da periferia, no conceito moderno e pós moderno

ouvi de um médico, certa feita, que uma senhora havia morrido porque já estava na hora, enfim, vivera demasiado. precisava deixar espaço para os mais jovens.

é... ouvi sim.

eu mesma fui presa durante a ditadura e percebi o "carinho" com que me trataram . passei a noite num fuscão com vários homens armados, escolhiam, na estrada, onde poderiam me matar. e quantas cutucadas de cassetete? um milagre não ter sido estuprada fisicamente. emocional e mentalmente o fui. várias vezes.

e vários amigos conheceram e puderam contar, -os que não morreram no cárcere, na tortura, os que não suicidaram, não enlouqueceram-, alguma experiência vivida. muitos saíram desmemoriados e perdidos. assim como perdida ficou a terra brasilis, onde todos os valores de conhecimento, ética, princípios, foram pro brejo.

terra onde a inteligência morreu, a cultura foi sucateada, valor virou jornal, valor econômico, e as raízes , meu deus, já nem sabemos mais a que país pertencemos... nossa cultura é a americana do norte, e nossas raízes estão no folk de lá.

enfim, para ser suscinta, nos ferraram. como dizem, de verde e amarelo.

o que a folha ganha em defender a ditadura? o que todos os jornais que a defenderam ganharam: grana, segurança, sustentabilidade . e como isto é fundamental em tempos de crise e de sucessão presidencial.


o síndrome convoca : "O povo vai se reunir na frente do prédio da FSP (na rua Barão de Limeira), no próximo sábado, dia 07, às 10 da manhã."

tá dito.

40_anos_03.jpg
cena do filme "Pra-Frente-Brasil"em que um homem está machucado no chão. em volta outros homens. apresentou no início dos anos 1980 as primeiras imagens cinematográficas
representativas do período mais difícil da ditadura brasileira, no período de governo do presidente médici.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

FIM DA DITADURA EM CAXAMBU: LUIZ CARLOS PINTO É EMPOSSADO PREFEITO



FIM DA DITADURA EM CAXAMBU: LUIZ CARLOS PINTO É EMPOSSADO PREFEITO















O prefeito Luiz Carlos Pinto e o vice, Veríssimo Arnaut






Às 21 horas e 40 minutos de hoje, dia 1º de janeiro de 2009, tomaram posse na prefeitura de Caxambu, no sul de Minas Gerais, o prefeito eleito, o médico Luiz Carlos Pinto e o vice-prefeito Veríssimo Arnaut.

No dia 15 de março de 1985, às 10 horas, José Sarney tomou posse na vice-presidência da República Federativa do Brasil, já que o presidente Tancredo Neves fora internado no hospital de base de Brasília, no dia 14, com inflamação aguda no divertículo o que o levaria à morte, em poucos dias.

Na transmissão do cargo o último representante da ditadura militar, general João Batista Fiqueiredo, saiu pela porta dos fundos do palácio, que antes ocupara, para evitar empossar seu sucessor que estava ali representando a volta da democracia e os desejos do povo brasileiro. Seria o escolhido Tancredo Neves, a ser empossado, mas, por uma peça do destino foi José Sarney.

Em Caxambu aconteceu a mesma coisa. Não foi um general quem saiu pela porta dos fundos para evitar empossar seu substituto como prefeito, mas o ex-prefeito Isaac Rosental e o seu vice, de apelido Zoinho, que não compareceram à transmissão do cargo reiterando com suas ausências que a ditadura, enfim,com atraso de 21 anos, terminara também em Caxambu.

Por coincidência, antes de ser empossado, o médico Luiz Carlos Pinto precisou submeter-se a uma intervenção cirúrgica e boatos pela cidade davam conta de que o vice é quem seria empossado. Mas desta vez a vontade do povo que lotou o salão de convenções de Caxambu prevaleceu, e o médico tomou posse como prefeito da cidade.



REVEZAMENTO DE PODER

Durante vários anos a prefeitura de Caxambu foi revezada entre duas famílias; a Rosental, que tem comércio de roupas e sapatos e a Gadbem, dona do único supermercado da cidade. Em um ano, entrava o Marcus Gadbem para prefeito, quando saía o Rosental e vice-versa.

Hoje a hegemonia foi quebrada.



Prefeito Luiz Carlos Pinto

Em seu discurso o médico Luiz Carlos Pinto, atual prefeito de Caxambu, lembrou o que seu pai, o Zé Celeiro, que formou todos os filhos fabricando selas, lhe disse: “Meu filho, o poder é perigoso e traiçoeiro pois quem o tem pode fazer de um tudo. Além do mais ele é passageiro. Mas quem o sabe usar e com ele produzir fatos dignos e profícuos o terá para sempre, porque o bem feito ninguém destrói.”

Com a voz mansa de sempre, sua maneira de falar como quem conversa ao pé do ouvido com amigos, Luiz Carlos lembrou que Caxambu tem doze fontes de água mineral de sabor diverso. E mais, que certa vez, alguém lhe contou sobre uma única mina d`água encontrada em sua fazenda e que com esta mina poderia erguer uma cidade que crescesse e desenvolvesse mundialmente.

“Nós temos doze fontes em Caxambu. Não pretendemos fazer doze cidades, mas, com a ajuda do povo que, deve cobrar dos governantes sempre uma boa administração, poderemos fazer de Caxambu uma cidade doze vezes maior do que já é. Sem partidarismos, sem credo político ou religioso, tendo por meta apenas uma visão: a cidade e seu povo.”

Para a história, João Figueiredo ingressou como uma triste figura, da mesma forma que o fez hoje o ex-prefeito de Caxambu, Isaac Rosental, e o fizera em sua última gestão Marcus Gadbem, que responde a vários processos.

“Que os ventos da democracia e da liberdade tragam sorrisos para o rosto do povo que quer pouca coisa, apenas respeito e trabalho”, como augurou o novo prefeito, Luiz Carlos Pinto.

E exibiu um levantamento feito durante sua campanha com o povo de Caxambu que apontava seus desejos. “Durante a campanha nada prometemos, agora vamos para a ação”.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

empreiteiras ditam as regras da justiça brasileira

empreiteiras ditam as regras da justiça brasileira




copiado de primeira fonte





Maria Regina de Souza Branco, 80 anos, há tempos reivindica acesso aos seus lotes, situados perpendiculares à Rua Presidente Antonio Lopes, na Lagoa Rodrigo de Freitas, lotes dos quais, pagou até dois anos atrás IPTU à prefeitura do Rio de Janeiro, mesmo sem ter acesso a eles. Hoje a prefeitura os considera encravados e, por este motivo, não lhe cobra mais o imposto.

A rua projetada de número 3, que dava acesso aos lotes, foi ocupada por um prédio da Gomes de Almeida, o Green Village e o usucapião, para que pudesse ser construído, foi concedido pela prefeitura do Estado do Rio. Para chegar ao local somente de helicóptero, como se pode ver na história em quadrinhos (mais abaixo) que ela fez para explicar ao Ministro Marco Aurélio Mello sua situação, tendo ouvido dele que todo o processo que ela movia contra a Gomes de Almeida era inócuo; bastava um pedido de reintegração de posse, pois não se faz usucapião sobre bem público, o que não foi feito por seu antigo advogado, Manuel M. da Costa Braga Neto, como diz ela, o grande responsável pela luta que trava até hoje.

GREEN VILLAGE



A descrição do Green Village, para venda, é a seguinte: "Uma rua bucólica, sem saída, totalmente cercada de verde, a Presidente Alfonso Lopez sempre seduziu os moradores da Zona Sul. Por isso a CHL criou o Lagoa GreenVillage. Uma oportunidade única, em frente à Lagoa e ao lado de Copacabana, Ipanema e à futura estação do Metrô.

Na frente, algumas colunas do edifício têm vista privilegiada para a Lagoa. Nos fundos, a vista para um bosque. A fachada do Lagoa Green Village valoriza as curvas. A portaria do edifício impressiona logo na chegada. Há apartamentos de 2 ou 3 quartos, com suíte e 2 vagas na garagem.

No total são 32 unidades ocupando 4 andares, com vista para a Lagoa ou o verde, com áreas privativas entre 80,97m2 e 105m2.

Foram projetados amplos varandões que variam entre 18m2 e 21m2.

O Lagoa Green Viliage também possui piscina com raia, spa com sauna e hidromassagem, sala de ginástica, espaço para salão de festas, sala de jogos infantis, área de recreação infantil e uma grande área verde, completamente preservada.

As limitações do terreno rochoso em aclive e a restrição da legislação municipal para aquela área, que não permitia edificações com mais de 25 metros de altura, representaram um desafio a ser vencido pela equipe."

O bosque são os terrenos da Regina Branco, de seu irmão, Antonio Joaquim de Souza Branco e de Celso Guimarães aos quais eles não têm acesso.

O Ministro Marco Aurélio Mello sugeriu que ela estivesse com Procuradores da Justiça do Rio de janeiro que a informaram que o caso já havia caducado. O Ministro, no entanto, a quem ela reportou o resultado, lhe disse que reintegração de posse, por usucapião de uma passagem pública nunca caduca. Ela irá reclamar na OEA (Organização dos Estados Americanos) e, por fim, só lhe restará prestar queixas ao Papa, como diz o velho ditado popular.



ARREGO

Após anos seguidos de luta pelos seus direitos, Maria Regina conseguiu enfim que a Gomes de Almeida lhe oferecesse, há dois meses atrás, uma passagem que, no entanto, termina num paredão com a altura de um edifício de oito andares, que teria de ser escalado ou então construído um teleférico que a levasse aos terrenos. Para estudar a viabilidade da passagem foi determinado pela Justiça do Rio de Janeiro que um oficial fizesse a avaliação da passagem pelo valor de R$ 8.800,00 pelo trabalho.

O PODER DAS EMPREITEIRAS E CONSTRUTORAS NO BRASIL

 "O milagre econômico é a denominação dada à época de excepcional crescimento econômico ocorrido durante a ditadura militar, ou anos de chumbo. Nesse período áureo do desenvolvimento brasileiro, instaurou-se um pensamento de Brasil potência, que se evidencia com a conquista da terceira copa do mundo no futebol e a criação do mote: Brasil, ame-o ou deixe-o.

Após o governo de Juscelino Kubitschek, na década de 1950, no qual o Brasil passou por acelerado crescimento econômico graças ao Plano de Metas, do programa cinqüenta anos em cinco - que era baseado na política de substituição de importações - e com a construção de Brasília, surgiu uma forte pressão inflacionária no país - já sentida no final do governo JK - que se agravou com a renúncia de Jânio Quadros e com os impasses institucionais que marcaram o período João Goulart, o que acabou por elevar os déficits do governo de tal forma que se formou uma forte inflação de demanda.

Logo após o golpe militar que se seguiu, no início do governo Castelo Branco, foi criado um primeiro Programa de Ação Econômica do Governo.

Após um período inicial recessivo, de ajuste, que foi de março de 1964 até fins de 1967, com a reorganização do sistema financeiro, a recuperação da capacidade fiscal do Estado e com uma maior estabilidade monetária, iniciou-se em 1968 um período de forte expansão econômica no Brasil.

De 1968 a 1973 o PIB (Produto Interno Brasileiro) nacional cresceu a uma taxa média acima de 10% ao ano, a inflação oscilou entre 15% e 20% ao ano e a construção civil cresceu, em média, 15% ao ano. Durante essa fase, o grande arquiteto e executor das políticas econômicas no Brasil foi Delfim Netto, que chegou a ser chamado de super-ministro."

Então, os obras eram faraônicas. Muitas das bases das antenas da Embratel, colocadas em mata densa, eram feitas de mármore. Ainda vemos hoje nas estradas pontes que ligam nenhum lugar a lugar algum, no caminho para a cidade de Juiz de Fora, partindo de Caxambu, Minas Gerais, ainda se avista algumas destas obras. O capital das empresas de construção cresceu proporcionalmente à sua influência em ditar as regras da economia brasileira.

As favelas aumentam, pois o homem do campo, o do norte e do nordeste árido saem em busca do novo eldorado: trabalhar na indústria da construção civil e, sem ter onde morar, povoam os morros das cidades onde trabalham, constroem barros e aumentam e criam novas favelas.

Vários ex-presidentes do Brasil foram mantidos por estas empresas, uma delas, a Odebrecht, responsabilizou-se por cuidar da doença do ex-presidente Jânio Quadros.

Pelo poder que estas empresas possuem de burlar a justiça impunemente é que Regina Branco não consegue reaver a passagem para seus lotes e depende que lhe seja oferecido pela Gomes de Almeida R$ 50.000,00 por cada lote, antigamente e, finalmente, há cerca de dois meses, com cinismo, uma passagem que termina em um paredão de cerca de 60 metros de altura. O prêmio: caso consiga escalar o paredão chega ao seu terreno.

Seguem fotos e documentos do local (mais abaixo), que provam ser ela e seu irmão, Antonio Joaquim de Souza Branco, proprietário dos lotes A e B, respectivamente, além de Celso Guimarães, que foi dono de uma fábrica de locomotivas em Teresópolis, proprietário dos lotes C e D. Os lotes seguintes pertenciam à família Gomes de Almeida que para construir o prédio Green Village, fizeram usucapião da rua projetada 3, impedindo o acesso aos demais lotes supra-citados.

É comum no Brasil assistirmos a construtoras ou incorporadas lesarem a população e sairem numa boa. Como também é comum no Brasil não vermos punição para os chamados crimes de colarinho branco, como esses que foram narrados agora. Quando Regina Branco desiste de recorrer à Justiça brasileira, fala em Tribunal de Haia, em OEA, para resolver os seus problemas, é porque toda a esperança já foi perdida. Certamente como os questionadores já são idosos, devem esperar apenas pela morte deles para ter o problema solucionado. É o que supõe os interessados na questão. Portanto, continuamos com o mesmo lema da ditadura: Brasil, ame-o ou morra por ele.

A arquiteta Maria Elisa Canedo costumava dizer: "O Brasil só estará livre da ditadura quando o BNH for extinto". A situação é um pouco mais profunda. O Brasil só perderá a sua característica colonial feudal quando a lei for respeitada e o povo for defendido em seus direitos pela Justiça brasileira.

CERTIDÃO SOBRE O USUCAPIÃO




REGISTRO DE IMÓVEIS - 5º OFÍCIO