quinta-feira, janeiro 01, 2009

FIM DA DITADURA EM CAXAMBU: LUIZ CARLOS PINTO É EMPOSSADO PREFEITO



FIM DA DITADURA EM CAXAMBU: LUIZ CARLOS PINTO É EMPOSSADO PREFEITO















O prefeito Luiz Carlos Pinto e o vice, Veríssimo Arnaut






Às 21 horas e 40 minutos de hoje, dia 1º de janeiro de 2009, tomaram posse na prefeitura de Caxambu, no sul de Minas Gerais, o prefeito eleito, o médico Luiz Carlos Pinto e o vice-prefeito Veríssimo Arnaut.

No dia 15 de março de 1985, às 10 horas, José Sarney tomou posse na vice-presidência da República Federativa do Brasil, já que o presidente Tancredo Neves fora internado no hospital de base de Brasília, no dia 14, com inflamação aguda no divertículo o que o levaria à morte, em poucos dias.

Na transmissão do cargo o último representante da ditadura militar, general João Batista Fiqueiredo, saiu pela porta dos fundos do palácio, que antes ocupara, para evitar empossar seu sucessor que estava ali representando a volta da democracia e os desejos do povo brasileiro. Seria o escolhido Tancredo Neves, a ser empossado, mas, por uma peça do destino foi José Sarney.

Em Caxambu aconteceu a mesma coisa. Não foi um general quem saiu pela porta dos fundos para evitar empossar seu substituto como prefeito, mas o ex-prefeito Isaac Rosental e o seu vice, de apelido Zoinho, que não compareceram à transmissão do cargo reiterando com suas ausências que a ditadura, enfim,com atraso de 21 anos, terminara também em Caxambu.

Por coincidência, antes de ser empossado, o médico Luiz Carlos Pinto precisou submeter-se a uma intervenção cirúrgica e boatos pela cidade davam conta de que o vice é quem seria empossado. Mas desta vez a vontade do povo que lotou o salão de convenções de Caxambu prevaleceu, e o médico tomou posse como prefeito da cidade.



REVEZAMENTO DE PODER

Durante vários anos a prefeitura de Caxambu foi revezada entre duas famílias; a Rosental, que tem comércio de roupas e sapatos e a Gadbem, dona do único supermercado da cidade. Em um ano, entrava o Marcus Gadbem para prefeito, quando saía o Rosental e vice-versa.

Hoje a hegemonia foi quebrada.



Prefeito Luiz Carlos Pinto

Em seu discurso o médico Luiz Carlos Pinto, atual prefeito de Caxambu, lembrou o que seu pai, o Zé Celeiro, que formou todos os filhos fabricando selas, lhe disse: “Meu filho, o poder é perigoso e traiçoeiro pois quem o tem pode fazer de um tudo. Além do mais ele é passageiro. Mas quem o sabe usar e com ele produzir fatos dignos e profícuos o terá para sempre, porque o bem feito ninguém destrói.”

Com a voz mansa de sempre, sua maneira de falar como quem conversa ao pé do ouvido com amigos, Luiz Carlos lembrou que Caxambu tem doze fontes de água mineral de sabor diverso. E mais, que certa vez, alguém lhe contou sobre uma única mina d`água encontrada em sua fazenda e que com esta mina poderia erguer uma cidade que crescesse e desenvolvesse mundialmente.

“Nós temos doze fontes em Caxambu. Não pretendemos fazer doze cidades, mas, com a ajuda do povo que, deve cobrar dos governantes sempre uma boa administração, poderemos fazer de Caxambu uma cidade doze vezes maior do que já é. Sem partidarismos, sem credo político ou religioso, tendo por meta apenas uma visão: a cidade e seu povo.”

Para a história, João Figueiredo ingressou como uma triste figura, da mesma forma que o fez hoje o ex-prefeito de Caxambu, Isaac Rosental, e o fizera em sua última gestão Marcus Gadbem, que responde a vários processos.

“Que os ventos da democracia e da liberdade tragam sorrisos para o rosto do povo que quer pouca coisa, apenas respeito e trabalho”, como augurou o novo prefeito, Luiz Carlos Pinto.

E exibiu um levantamento feito durante sua campanha com o povo de Caxambu que apontava seus desejos. “Durante a campanha nada prometemos, agora vamos para a ação”.

Um comentário:

Ed Silva disse...

Mal sabiam que o povo de Caxambu a partir dessa data,iria passar pelos piores momentos ,de 2009 até a atualidade Caxambu só afundou ,com esse aí e com o Atual que renunciou.Antes tivesse ganho o substituto do Isaac,a cidade estaria bem mais servida.